Pensa em algo importante pra levar
pra toda a sua vida… Este texto é sobre isso

A gente nunca pensa sobre o modo como pensa porque nunca pensamos que nossa cabeça pode pensar sobre nosso jeito de pensar – e como pensar sobre isso se nosso jeito de pensar nos acompanha desde que nos conhecemos por gente?

Só que existem bilhões de jeitos de pensar – tantos quanto o número de pessoas no mundo.

Mas fica aí porque depois desse trava-língua-do-pensar vem o X da questão!

Na prática, nosso pensamento é como uma linha de trem: se for colocado no trilho A, o trem nos conduzirá necessariamente ao destino A, sem desviar da rota um palmo sequer. Se for colocado no trilho B, nos levará ao destino B sem qualquer opção.

O mesmo acontece com a linha do pensamento: se eu interpretar um fato de um jeito A, vou pensar do jeito A, reagir da maneira A, adotar um comportamento A e chegar a um resultado A, também sem desviar um centímetro desse roteiro. O que pode ser bom ou ruim, dependendo de onde cheguei e que resultados vou colher com isso.

Por exemplo: Maria se sente só, quer muito encontrar o amor da sua vida e vai na festa de aniversário de uma amiga, onde percebe que João sorri para ela. Embora se sinta atraída por João, conclui que ele sorriu porque a achou ridícula, inventa uma desculpa pra aniversariante e vai embora sentindo-se um lixo, condenada mais do que nunca à solidão eterna.

Maria pensou, interpretou, reagiu, se comportou e chegou a esse resultado infeliz não porque seja uma fracassada ou tenha algum defeito de fábrica como imagina, mas simplesmente porque sem perceber pegou o trem do pensamento errado. Ela seguiu uma linha de pensamento que a levou muito longe de onde queria ir. E assim Maria desperdiçou a oportunidade de conhecer alguém legal – e quantas vezes será que ela fez isso?

Certamente muitas, porque as linhas de pensamento, boas ou ruins, se tornam ha-bi-tu-ais. Nem imaginamos que o problema não está em nós, mas na nossa forma de pensar – e que podemos escolher novas linhas de pensamento para mudar completamente nossa realidade.

O que ia acontecer se Maria pegasse outro trem? Se interpretasse o sorriso do João como uma demonstração de simpatia e interesse?

– Mas eu tenho CERTEZA que ele riu de mim porque me achou feia e desengonçada!

De onde vem essa certeza vermelha e maiúscula da Maria se o FATO é que ela não sabe o que o João estava pensando e nem o que ele quis demonstrar com o sorriso?

Do mesmo lugar de onde vêm tantas falsas certezas que a gente carrega e que sabotam nossa realização no amor, na profissão e em tantas áreas da vida: do passado!

Uma vez, lá quando tinha oito ou dez anos, Maria ouviu o pai, a mãe, a vizinha ou a professora dizer que ela era desengonçada. Aquilo entrou na sua cabecinha de criança sem filtro e, como a primeira impressão é a que fica, Maria passou a se achar desengonçada. Por isso interpretou o sorriso do João como deboche, mesmo sem lembrar o episódio da infância.

A falsa verdade ficou no inconsciente, no piloto automático, e volta pra assombrar Maria toda vez que ela encontra alguém que desperta seu interesse.

– Mas meu jeito é esse, eu sou assim!

Não, não é.

Essa não é a Maria, é só uma linha de pensamento da Maria.

Vou dizer de novo porque é importantíssimovocê não é seu pensamento – e em tudo na vida há várias linhas de pensamento pra seguir. Se o trem for colocado no trilho B, ele nos conduzirá ao destino B e não ao destino A.

O resultado dessa autossacanagem que cometemos sem perceber é que a gente quer uma coisa mas faz outra, pensa uma coisa mas sente outra, rodando sem sair do lugar e vivendo em conflito com a gente mesmo.

– E tem solução pra isso, caramba?!

Tem, Maria! Alinhar o querer, o fazer, o sentir e o pensar para que digam a mesma coisa, olhem pro mesmo lado, se integrem ao invés de fazer queda de braço.

Se você não estiver conseguindo fazer isso, a gente ajuda, viu? Conta com a gente.

Estamos aqui pra ajudar você nesse processo.